domingo, 8 de abril de 2018

Clube Mocidade Covense 79 Anos de História...

O Clube Mocidade Covense, fundado em 9 de Abril de 1939, faz exactamente 79 anos na próxima segunda-feira.
Muito se poderiam orgulhar os seus fundadores, se ainda hoje fossem vivos.
Um grande percurso já foi realizado durante todos estes anos, que correram a uma velocidade estonteante.
Um bem haja, a todas as direções que por lá passaram e deram o seu grande contributo, o seu melhor durante todos estes anos para o engrandecimento desta colectividade, uma das mais antigas da nossa terra, todos terão o sentimento do dever cumprido, nem sempre foi fácil em determinados momentos desta já longa vida...
Recordo-me especialmente nos meses de inverno de 1976/77, nos anos logo a seguir ao 25 de abril, em que o único café que havia na Cova encerrou por algum tempo.
Foi o C.M.C.que com a ajuda de alguns sócios mantinha aberto o bar do Clube todos os dias, no horário da tarde, evitando que a aldeia se tornasse num "deserto"...continuando assim a população a ter algum convívio, desfrutando-se da velha televisão a preto e branco, a velha suecada do jogo de cartas, o jogo de damas e o dominó.
Poderiamos,também realçar os bailes e matinées que se organizavam noutros tempos, com os respectivos conjuntos musicais, que tantas estórias de amor fizeram nascer, assim como os filmes que se projectavam, alguns de muito boa qualidade.
Muito mais se poderia contar, haveria tanto para recordar...
Todos nós nos sentimos orgulhosos por isso.
No entanto hoje o que conta é o presente, tudo está diferente para melhor e ainda bem, os tempos são outros.
As instalações foram melhoradas em vários aspectos, existem várias actividades, existe sangue novo que mantém bem viva a chama do Clube Mocidade Covense, o que é também de louvar e incentivar para continuar e se possível sempre melhorar.
Antecipo-me nos meus parabéns, derivado a ausência forçada, um bem hajam, até um dia...
Desejo Um Feliz Aniversário para esta Grande Colectividade da nossa linda Terra, o Clube Mocidade Covense.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Terras do Mar - Cova Gala (I) * Painel de Azulejos

Painel de azulejos, deixando ver o esplendor da antiga marina da Gala, os botes no rio, onde marcava ainda presença a velhinha Ponte dos Arcos...
Mais ao longe a Ponte Edgar Cardoso.
Pode observar e apreciar este lindo painel, numa casa situada na rua dos quatro caminhos na Gala.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Uma Páscoa Feliz Para Todos Vós...

A Páscoa, recorda sobretudo aquele que apregoou o amor e a paz, entre os homens do seu tempo, e acabou crucificado numa cruz.
Uma Feliz Páscoa para todos os crentes, sejam eles ou não cristãos.
Ter fé, acreditar em algo positivo, seja o que for, com ou sem religião, é o melhor estímulo para uma vida melhor, desfrutar dela e de tudo bom que ela nos possa oferecer...

quinta-feira, 22 de março de 2018

Uma Estória Antiga...Praia da Cova

Naquele dia de outono, o vento soprava mais forte.
A chuva de início caía timidamente.
No entanto as nuvens negras, incitavam e ameaçavam...
O mar vomitava e rugia o seu furor, com espuma de cor amarela.
As dunas contemplavam indefesas...
Mais atrás o pinhal curvava-se, perante tal situação, em cima da barreira natural das dunas, que chegava a atingir cinco metros de altura.
O menino olhava a praia e o imenso oceano sem fim...
O vento desafiava-o, com chapadas de areia que os canaviais não conseguiam conter.
Sentia algum frio, mas o velho sobretudo que tinha vestido do irmão mais velho, vinha mesmo a calhar.
Quase lhe chegava aos pés, já se sentia um homenzinho, com os seus quase oito anos.
Na cabeça usava um barrete verde e branco, enfiado até ás orelhas.
A bolinha amarela do barrete, parecia girar ao sabor do vento, e o menino só olhava o mar.
Imaginava ao longe um bacalhoeiro na terra nova, onde se encontrava o pai e o "mano".
Tinha muitas saudades do irmão, foi a primeira vez que se separaram por tanto tempo.
As brincadeiras que faziam juntos e as birras que tinham, de tudo isso sentia falta.
Agora em casa,só estava a mãe e o "piloto", o cão preto de estatura média e focinho branco.
O "piloto"era muito amigo da família, sempre atento, ao mais pequeno ruído.
As suas grandes orelhas, punham-no logo em posição de combate, sempre que ouvia algum barulho lá fora...
De vez em quando, era um pandemónio lá no pátio da casa, numa guerra sem tréguas com a "céguêta" e o "gordinho", os gatos que tinhamos.
O "gordinho", é que provocava toda esta situação, como o nome indicava, era uma bola de gordura.
Então sorrateiramente punham-se a roubar o manjar do "piloto".
Era pernas para que te quero, os felinos a subirem a vedação em madeira do pátio, e daí treparem para o telhado da casa.
O cão continuava durante mais algum tempo a ladrar...depois repreendido pelo excesso de barulho que fazia, retornava à casota, e adormecia com o focinho por cima do velho osso seco, de algumas semanas...
Vivíamos perto da praia, numa casa de madeira.
Adorava o "sobrado" onde dormia, da minha janela pequena conseguia ver o mar e as gaivotas que faziam desenhos no céu.
O vento, e o bater das ondas, eram os meus companheiros preferidos, enquanto dormia.
Algumas redes, que o meu pai tinha pendurado, por vezes bailavam com o vento, e as telhas assobiavam por cima dos barrotes.
A velha lanterna a petróleo, apagava-se constantemente.
Em baixo, a cozinha era a maior divisão da casa.
Fascinava-me o borralho grande, onde todos se aqueciam, enquanto se preparava o jantar, quase sempre peixe.
A grande travessa em barro, em que todos comiamos e os serões que se faziam depois, junto ao calor do borralho.
As conversas dos meus pais, que nem sempre compreendia.
O acordar no dia seguinte, em que a chuva não parava de cair, a areia molhada, e as poças de água, que ficavam nos poucos caminhos da aldeia.
Estávamos no final dos anos cinquenta, eram tempos difíceis.
Na Cova, como noutras pequenas povoações junto á beira-mar, e que viviam sobretudo de actividades piscatórias, a coragem era do tamanho do mundo, para se poder sobreviver...
No entanto já se notavam algumas melhorias, em relação à dez anos atrás, quando terminou a segunda guerra mundial.
As pessoas falavam, que um dia a camionete da "leiriense" iria passar pela cova.- Era só fazer a estrada da gala até à cova, e já estava, dizia o meu avô .
Enquanto, acendia mais um cigarro.
Eram este e outros pensamentos, que o menino João passeava no seu imaginário, naquele momento...
Era tão bom andar de camioneta, já tinha ido duas vezes à Figueira com a mãe.
Entretanto a chuva tinha parado.
Caminhou até à praia, que ficava a uns vinte metros.
Quando chegou, olhou em redor, não havia ninguém.
Descalçou os velhos tamancos pretos e as meias "algarvias" e desceu a barreira.
O contacto dos pés com a areia fria e molhada, não era muito aconselhavel, mas a sensação de fazer algo proíbido, despertava o apetite.
O "mano" tinha feito isso com ele, o ano passado quando fez quinze anos.
Hoje era o dia do seu aniversário, mas ele estava longe...
Tinha-lhe deixado o velho pião...como lembrança, que guardadva sempre no bolso.
Depois de uma caminhada de cerca de duzentos metros para sul...não resistiu, tirou o sobretudo, e mergulhou nas águas salgadas e frias do mar...
E depois olhando o horizonte, gritou bem alto: - Feliz aniversário meu querido irmão...

(João Catavento)

(em "memórias da minha infância")


O Mar...da Cova.

O Mar...da Cova.
Praia da cova...teu mar é imenso,tem muitas estórias para contar.Quando era criança quis alcançar o teu fim...nos meus pensamentos.O teu horizonte era a minha amante longínqua...As dunas a cama aonde um dia me iria deitar contigo...

Que dia é hoje?

Só existem dois dias no ano,em que nada se deve fazer.
Um chama-se ontem,e o outro amanhã.
Por isso hoje é o dia para amar,crer,fazer e principalmente viver...

Ponte dos Arcos...na Gala

Ponte dos Arcos...na Gala
Velha Ponte dos Arcos...Ponte da minha infãncia.Tua vida chegou ao fim...mas a tua imagem ficará sempre em mim.Olhas o rio,como quem olha o espelho da vida.Já viste alguém nascer...quem sabe!Não evitas-te que junto a ti alguém morresse.

Praia da Cova...

Praia da Cova...
O perfume do teu mar...é o presente,foi o passado e será o futuro da minha existência...